Rodrigo Cesar
Questionar o grau de autonomia que a juventude deve ter trás uma importante constatação: já existe o entendimento de que devemos organizar uma juventude partidária autônoma, ficando como pendência para definir o que compreende esta autonomia.
Porém, não existem diferentes graus ou autonomia pela metade: tem ou não tem.
Entendemos por autonomia a possibilidade da juventude apresentar suas próprias posições a respeito de temas que o PT não abordar ou que a juventude tem posição diferente. Se as correntes internas do partido podem ter posições próprias e defende-las nas instâncias partidárias, um segmento organizado do partido também deve ter garantida esta possibilidade. Isso só vem a corroborar com a tradição democrática do PT.
A autonomia política e organizativa da JPT tem também a dimensão de fortalecer os espaços partidários para debates e formulações, evitando que o PT se assemelhe a uma frente de tendências e garanta seu caráter de partido como instrumento político.
Ademais, por considerar que a juventude é uma fase da vida dotada de necessidades específicas uma organização orientada por jovens precisa de dinâmicas e formas de diálogo próprias. Isto permitirá uma aproximação muito mais efetiva da JPT com a juventude brasileira e destes jovens com o PT.
Somente com autonomia a JPT será capaz de se constituir como representação legítima do PT entre os jovens e os movimentos sociais. Caso contrário, esta relação permanecerá sendo feita por tendências e mandatos petistas e não pelo partido.
Por fim, não confundimos autonomia com independência: a fonte política, programática e ideológica de atuação é o PT. Quanto mais criarmos a identidade petista entre os jovens tanto melhor. Não vamos nos esconder atrás de nomes fantasia! Não precisamos de máscaras para convocar nossa militância! Falar, com a estrela no peito, que somos uma organização de petistas aproximará os jovens!
Rodrigo Cesar é membro do Coletivo Nacional da JPT
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